| A REDENÇÃO:
POEMA DO AMOR MISERICORDIOSO
Deus é caridade
“...Não é para admirar que a história da Sua obra
em favor do homem seja um poema de amor, e de amor misericordioso.
O primeiro canto deste poema era o nosso destino eterno para A VISÃO
E O GOZO DA VIDA ÍNTIMA DE DEUS.
O segundo canto exprime, de um modo mais comovedor ainda, a sublimidade
da Sua misericórdia: O MISTÉRIO DA INCARNAÇÃO!
O pecado dos nossos primeiros pais destruíra o primeiro plano da
nossa elevação ao estado sobrenatural: tínhamos caído
desse plano sem que da nossa parte houvesse possibilidade de reparação.
Deus podia perdoar tudo; mas à Sua Santidade e justiça infinitas
convinha exigir uma reparação adequada, de que o homem era
absolutamente incapaz.
Foi então que se realizou a obra mais sublime da Misericórdia
de Deus: uma Pessoa da Santíssima Trindade, a Segunda, veio fazer
por nós o que nós não podíamos realizar:
EIS QUE O VERBO,
O UNIGÉNITO DE DEUS ‘POR NÓS HOMENS E POR NOSSA SALVAÇÃO
DESCEU DO CÉU
E INCARNOU’.
O AMOR MISERICORDIOSO DE DEUS CHEGA ASSIM AO CUME DA SUA MANIFESTAÇÃO!
Pois, se não há maior ingratidão e maior miséria
que o pecado, também não pode haver amor mais sublime que
aquele que se debruça sobre tanta ingratidão e tanta abjecção,
para a reconduzir ao primitivo esplendor.
E Deus faz isto, não por meio de um profeta ou do mais sublime
dos Anjos, mas fá-lo em pessoa: Toda a Santíssima Trindade
opera a Incarnação, cujo termo é a união de
uma natureza humana com a Pessoa do Verbo.
NISTO SE MANIFESTA E RESPLANDECE TODA A IMENSIDADE DO AMOR, DA MISERICÓRDIA
DE DEUS PARA COM OS HOMENS!”
(De “Intimidade Divina”26, 2, 2ª Ed., pág.
116)
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