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Testemunhos Vivos
1. Evangelizar os Amigos
Um dia, o Sr. António, nosso amigo de há muitos anos, ficou
internado de urgência no Hospital Curry Cabral, em Lisboa. Depois
de muitos exames, a equipa médica descobriu nele uma doença
incurável. O choque foi grande para toda a família dele,
mas também para mim e meu marido.
Íamos visitá-lo todos os fins de semana, pois sabíamos
que esperava sempre ansiosamente por nós, visto que a nossa visita
lhe transmitia, através da nossa simpatia cristã, muita
paz e alegria. Quando se aproximava a hora das visitas, o António
dizia: a Alice e o Carlos (eu e o meu marido) devem estar a chegar!
Entretanto, os médicos deram-lhe alta, por já não
haver esperança de cura...
Eu e o meu marido rezávamos sempre pela saúde dele, mas
também para que o Senhor nos proporcionasse a oportunidade de lhe
perguntarmos se estaria disposto a receber uma visita do Sr. Padre. De
facto sabíamos que o António não se confessava já
há 20 anos. E a hora da graça chegou! Um dia, o próprio
doente mandou chamar o Sr. Padre que o confessou, lhe deu a Santa Unção
e a Sagrada Comunhão.
A esposa, edificada pelo exemplo do marido, quis também confessar-se
nesse mesmo dia, pois havia 10 anos que não se confessava.
Como podemos imaginar, a alegria e a serenidade entraram em cheio naquele
lar, pois aceitava a doença serenamente e recebia a Sagrada Comunhão
todos os Domingos.
Um dia fomos visitá-lo a casa. Pensámos em levar-lhe um
bolo. Não sabíamos de nada, mas calhou bem, porque o Sr
António, nesse dia, fazia anos. Bolo providencial! De facto serviu
para levantarmos o moral deste doente que chorava porque acabava de receber
a notícia de que o seu filho único tinha sido operado nesse
mesmo dia, devido a um acidente. Falámos então da bondade
e misericórdia do Senhor nas provações e assim podemos
cantar-lhe os nossos parabéns.
O António agora estava pronto... Passado um mês e meio, em
paz e sereno, chamando pela família e por nós e dizendo:
‘Jesus, Jesus...’ partiu para o Céu.
Como o Senhor é misericordioso!
A Celulista Alice
2. Agora posso morrer...
Há três anos, comecei a visitar, uma vez por semana, um
casal idoso. Vi que a esposa precisava de ajuda para dar o banho ao marido,
visto que este, certamente por estar transtornado, não queria lavar-se;
de facto, havia um ano que não tomava banho. Ofereci-me para a
ajudar. Depois comecei a cortar-lhe a barba e o cabelo... Entretanto eu
aproveitava para lhe falar de Deus. Mas, passado algum tempo, este homem
faleceu.
Então comecei a dedicar-me mais à esposa que, além
de estar mais triste pela morte do marido, também precisava de
ajuda. Um dia disse-lhe: “não quer vir comigo à Igreja a
visitar Nossa Senhora Peregrina?” E ela respondeu-me: “sim, mas quero
dizer-lhe um segredo; Eu não sou baptizada. O meu marido não
queria casar pela Igreja. Mas, agora sou viúva e quero baptizar-me.
Eu tenho 80 anos e não quero morrer sem o Baptismo e você
tem que me ajudar.”
Duas vezes por semana, dava-lhe uma lição de catequese e
combinei também com a catequista dos adultos da paróquia
para que falasse neste assunto ao Sr. Prior.
No dia 13 de Agosto p.p., foi baptizada!
Ficou felicíssima e dizia: “Agora já posso morrer; já
sou baptizada!”
Louvemos e agradeçamos a Misericórdia do Senhor!
Uma Missionária
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