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Testemunhos Vivos
1. ESTAREI NO CAMINHO DA VERDADE?
A Elisabete foi minha aluna na catequese. Preparei-a para a Primeira
Comunhão. Foi sempre de um comportamento exemplar, mas, num certo
momento, influenciada pelos pais, aceitou as ‘Testemunhas de Jeová’
e frequentava as reuniões delas. Apesar de estar sempre muito doente,
conseguiu uma licenciatura e ensinava.
Um dia, a Elisabete piorou: o cancro no fígado tinha-se manifestado
incurável. A mãe dela, que me conhecia muito bem, mandou-me
chamar para ver a sua filha. Fui imediatamente. Quando esta filha me viu,
abraçamo-nos com tanta emoção e disse-me logo:
“Oh Catequista, diga-me, por favor: Eu estou no caminho da verdade
ou não”?
Pensei: se nunca devo mentir, menos ainda num momento tão importante
da vida de uma pessoa, e disse-lhe imediatamente com carinho e firmeza:
- “Não, filha, tu estás errada; tens de acreditar
na Fé católica, apostólica: esse é o caminho
da Salvação!”
Ela ficou triste e disse:
- “Mas eu creio no Senhor Criador do Céu e da terra, a
quem muito amo...”
Continuamos a dialogar, mas eu nada consegui dela.
Passado muito tempo, soube que a Elisabete estava muito mal, mas, as enfermeiras
tinham medo de lá ir tratá-la. Diziam: há ali algo
mais… Os médicos não a entendiam, as enfermeiras diziam:
“deve ir lá uma missionária para ver o que se passa, nós
não”.
Eu fui, mas levei um Crucifixo e um Terço. Quando eu ia a subir
a escada, já ouvia os gritos dela; eram aflitivos. Eu entrei no
quarto. Logo que ela me viu, virou-se na cama; não me queria ver
e com as mãos ao alto, fazia-me sinal de parar para que não
fosse ao pé dela. Mas eu, com o Crucifixo na mão, disse-lhe
severamente:
- “Elisabete, dá aqui um beijo no Crucifixo!”
Ela faz sinal que não queria isso e dava gritos horríveis.
Então eu disse-lhe:
- “Não dás tu? - Dou eu por ti!”
E beijei o Senhor, com doçura afectiva, e, virando-me para a mãe
dela, disse-lhe:
- “A senhora é a culpada e causa de a sua filha estar assim. Ela
foi sempre boa; a senhora meteu-a nessa seita; a senhora é responsável
perante Deus.” Perguntei-lhe: “a Senhora, ainda sabe rezar?” – “Sei, sim!”
– Então, benzemo-nos e rezámos, em voz alta e com fé,
o Pai Nosso e o Credo, aos pés da cama, com o Crucifixo virado
para a doente. A Elisabete ficou em paz, como que a dormir; eu
meti-lhe o Crucifixo grande debaixo da almofada; ela não acordou
e ficou em paz.
Passados poucos dias, fui vê-la. Oh bendito Senhor! Quando ela me
viu, oh que alegria! Dizia: “Ó minha querida, chegue aqui, ajude-me
a tomar este medicamento...”
Dias mais tarde, depois da Missa, fui visitá-la outra vez com uma
nossa Colaboradora. A Elisabete continuava em paz e disse-nos que tinha
lá ido um “Sacerdote Carismático” que lhe deu uma bênção”
(supomos que se trate de absolvição!). Não falámos
mais do passado! Pouco tempo depois, a Elisabete partia para a Casa do
Pai, em paz! E a mãe dela saiu dos Jeovás e voltou para
a Igreja Católica, em PAZ!
Glória à Tua misericórdia infinita, ó Senhor!
Uma Missionária
2. QUANTO BEM PODE FAZER UM BOM CONSELHO!
Estando eu no autocarro que me levava para Fátima num Primeiro
Sábado do mês, uma senhora, que desconhecia, veio falar comigo,
pedindo-me o favor de falar com a sua filha que andava muito mal, que,
apesar de estar casada apenas há três anos pela Igreja, tendo
já uma filhinha, não querendo o marido, obrigando-o a sair
de casa. Odeia toda a gente, sobretudo o marido e a mãe, etc.
Está bem, disse eu. Mas a senhora deve compreender que, mais do
que eu, será um Sr. Padre que poderá ajudá-la. Eu
irei convidá-la a ir comigo a um Sacerdote. Confio no Espírito
Santo que de certo me iluminará.
Chegado o dia combinado, fui com a mãe visitar a filha. Falei muito
com esta, dei-lhe os meus conselhos que ela aceitou, inclusive o de ir
falar com um Sr. Padre. Sentiu-se tocada pela graça. Disse que
ficou outra pessoa... Depois de três semanas, aceitou de novo em
casa o marido. A paz voltou àquele lar e diz: “ainda bem que encontrei
aquela senhora que me compreendeu. Encontrei a felicidade!”
Obrigado. Ó Senhor, pela tua bondade e misericórdia!
Uma Colaboradora
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